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domingo, 19 de dezembro de 2010

Dois anos, cinco meses e uma diferença de 3 horas de fuso horário.


A gente se conheceu mas ele não me deu bola. A gente se reencontrou mas eu estava no fim de uma relação conturbada. A gente acabou saindo mas eu morria de medo de virar fofoca. A gente começou a ficar mas ele tinha pânico da palavra namoro. Eu viajei e ele sentiu que gostava mesmo de mim. A gente começou a namorar mas nunca teve planos. Namorei demais e ele de menos. Eu queria uma maneira de estar junto e ele queria uma maneira de se manter livre. Procuro segurança e ele quer fazer viagens. Vim pra África investir na carreira e ele "descobriu" que me ama. Estamos sempre em desencontro, nossos desejos se cruzam mas não se encontram. Ninguém tem a certeza que quer partir ou que dá conta de ficar, "para sempre é sempre por um triz"... rs.

Mas olhando nossas fotos juntos dá pra lembrar de muita coisa legal que passa despercebida na correria do dia-a-dia. A gente se respeita, confia um no outro, tem conversas abertas, se diverte, tem muito desejo e prazer em ver a felicidade do outro.

A gente vê o quanto é difícil construir uma relação assim de perto, criando aos poucos uma intimidade que conhece o outro do avesso e escuta muito no silêncio, onde há diálogo franco e a vontade de ficar junto é maior que a necessidade de ter o outro. E a gente consegue fazer melhor do muito casal, e tudo de longe... sempre namorando a distância... sem deixar de se falar nenhum dia... hoje a gente ta empolgado com a programação da nossa primeira viagem internacional juntos. Uma viagem de treguá para um período difícil que atravessamos. Acho que saímos fortalecidos.

Ainda não enxergo uma forma da gente viver junto sem alguém ceder, abrir mão... e possivelmente ninguém abra, nem eu nem ele. Mas e se ninguém tiver que desistir? E se a gente aprender a ser feliz fora desse padrão? Ou se um dia estiver tão bom que valha a pena adiar alguns planos para construir alguma coisa à quatro mãos? E se os nossos planos puderem ser os mesmos? Então talvez nesse dia dê um frio na barriga e a gente se pergunte se é isso mesmo, porque certeza mesmo a gente nunca tem...

Enquanto esse dia não chega deixa eu comemorar o hoje, por que não é qualquer relacionamento que chega nessa fase, não é todo namoro à distância que chega aqui com tanto amor e desejo e não é todo casal que tem tanta história para contar e tanta lembrança bacana no CV. Dois anos, cinco meses e uma diferença de 3 horas de fuso horário!!!! Nesse horário ele ainda ta dormindo e eu quase almoçando... mas aposto que hoje nosso desejo é o mesmo, que o tempo passe rápido e a gente se encontre logo para matar a saudade afogada num monte de beijo.

Te amo lindo!!!!

Flávio Gikovate: “As mulheres são confusas a respeito do homem ideal”

"Temos evoluído pouco no aspecto sentimental. As pessoas continuam buscando parceiros com os quais não têm afinidades intelectuais, de caráter, projetos e estilo de vida. E escolher um parceiro tomando por base o encantamento erótico inicial é perigoso porque quase sempre o fascínio erótico te direciona para cafajestes. As mulheres são confusas a respeito do homem ideal para elas. Até poucas décadas atrás, ele deveria ser o protetor e o provedor. Hoje deve ser companheiro, participar das atividades familiares, ser mais carinhoso e moralmente confiável. O erotismo costuma direcionar para a busca de parceiros mais egoístas, pouco confiáveis e difíceis de provocar envolvimentos de qualidade. Assim, a maioria dos casais ainda é formado por uma criatura mais generosa e outra mais egoísta. Isso resulta em uma relação incompleta que, com os anos, acaba levando à separação. Os casais se separam pela mesma razão que se casam: as diferenças de temperamento e de caráter. O que funciona bem é o encontro de criaturas afins. Defendo que a união tem de acontecer entre pessoas semelhantes, com os mesmos planos e projetos, e não entre opostos. É o que eu chamo de “+amor”. É uma relação mais parecida com a amizade, a aproximação de duas pessoas inteiras e não de duas metades. Para isso é preciso poder ficar bem sozinho e superar extremos de egoísmo e a generosidade. O relacionamento é baseado em respeito mútuo e confiança recíproca. Chega de namorar ou casar com inimigo!"




Foto: Eduardo Knapp


Trechos da entrevista do psiquiatra Flávio Gikovate que eu achei fantástica.
Leia na íntegra: http://delas.ig.com.br/amoresexo/flavio+gikovate+as+mulheres+sao+confusas+a+respeito+do+homem+ideal/n1237880970971.html

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam". Confúcio


"As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades."
 Martha Medeiros


   A vida em um lugar longe de casa, longe das pessoas que a gente ama, das coisas que a gente gosta, sem muitas opções de lazer e sem poder se apegar a muitas coisas e pessoas faz tudo ficar diferente sem ter mudado. Isso porque os olhos é que mudam, ou mudamos a forma de enxergar as coisas. A realidade é transitória e todo futuro ainda é só um tempo que vai acontecer, uma palavra que pode ser substituída por uma interrogação.  Aqui a vida de verdade para (pelo menos a gente acredita que parou, a nossa né? Porque as outras continuam, a gente só não se da conta disso tem hora) e um mundo paralelo se abre.  É como se você assistisse sua vida antiga acontecer de longe enquanto isso encarna outro personagem, em outra vida completamente distinta, pra mim é mais ou menos isso. A ilusão é que daqui a pouco a missão do personagem acabe e você volte para a vida que “ficou te esperando”. Ilusão... claro. No fundo você continua a mesma pessoa, mas os desejos se abrem, o mundo fica menor, e muita coisa se torna distante, porque a verdade é que os sonhos ficaram maiores. E não é que você tenha desistido daquela idéia de continuar a sua vidinha, mas é que no momento ela não faz muito sentido, então o fato dela não se realizar tão rápido não dói tanto.
   Eu costumava lamentar minha falta de sorte no amor, muitas vezes eu me perguntei se não queimei etapas demais, se não me antecipei.  Eu via tantos amigos bacanas com uma mulher mais sacana que a outra e nunca entendi como eu podia ser tão legal e entrar em tanta fria. Naquela época eu acreditava que eu podia ser feliz com qualquer pessoa. Acho que era isso que eu deseja ser feliz a qualquer custo, então eu maquiava situações, relevava coisas dolorosas e perdoava sempre por mais impossível que fosse. Era mais fácil pensar que assim, sendo uma pessoa tão bacana, alguém um dia iria enxergar isso e ai eu ia “merecer” ser feliz. Eu tentava ser o mais leve possível e não incomodar. Eu me agarrei a uma vida que hoje eu dou graças por não ter acontecido. Foi graças a todas as perdas que eu me formei e tive forças pra superar meu próprios conceitos de vida, me transformei em uma mulher que nunca pensei em ser. Mas foi aqui que eu senti o que é ser livre, foi aqui que eu senti o peso da palavra independência, foi sozinha que eu remodelei o pensamento antigo. Hoje eu sei que qualquer pessoa pode ser feliz comigo.
   É assim... a vida vai acontecendo e a gente vai descobrindo que nossa influência sobre as coisas e acontecimentos é muito relativa e que apesar de tudo a vida é perfeita em sua inconstância. Valorizar a si mesmo, sem desmerecer o outro, sem excessos... cada um tem o seu momento de aprender, não adianta tentar acelerar o tempo do outro e nem sofrer com a demora dele, não adianta tentar acelerar o nosso tempo também, às vezes o que a gente pensa que é inércia é recuperação, e todo mundo precisa de se dar um tempo.
   A minha relação atual me ajudou muito, eu melhorei muito como pessoa. Mas sofri muito também... meu namorado não alimentou minha parte frágil, não deu força para minhas inseguranças, não me incentivou a ter pena de mim e isso acabou comigo por algum tempo.  Isso era estranho, não fazia parte do pacote felizes para sempre. Não foi isso que eu li nessas histórias para meninas. Para mim parecia indiferença, falta de amor. Entretanto, agora agradeço por tudo que ele me fez evoluir. Eu ainda tenho muitos defeitos, ainda sou muito ansiosa, vivo querendo queimar etapas. Ninguém muda tanto... mas eu gosto muito mais de mim... e sei quem quem estiver no meu caminho... dividindo a vida comigo vai ser feliz...  porque pra mim felicidade é um termo complexo que está mais ligado a paz... estar em paz com suas escolhas... estar em paz com os seus limites... estar em paz com o tempo que passa pro corpo e pro rosto e não passa pros sonhos... então eu hoje sou feliz... estou em paz... sozinha, acompanhada, longe, perto... com muitas ou poucas festas.
   Que a África me traga mais mudanças e aprendizados para o próximo ano, “mas que as mentiras alheias não confundam minhas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes”, que a dor e as dificuldades não apaguem as boas lembranças nem a deturpem a esperança de que tudo melhora depois, mesmo que nem sempre seja verdade. “Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz."
   Que venham muitos aprendizados, muito dinheiro e muitas viagens, de preferência nessa ordem... rs. E que a gente tenha humildade para aprender e coragem para por em pratica, cabeça e bons planos para o dinheiro e é claro uma boa companhia para as viagens (sendo o amor, melhor). E que tudo que a gente pede e deseja não esteja acima do que a gente realmente precisa... o que a vida guarda pra gente. Que saibamos agradecer e possamos ser felizes por isso.
Amém!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

Pula!!! Pula!!!

Eu estou no beiral do edifício mais alto que existe me preparando para pular.


Esperando só uma pergunta mágica, que para ele não muda nada e que para mim representa muita coisa.

Ele está ganhando tempo. É difícil pra ele perguntar, as palavras não saem, ele ainda não se sente preparado para uma pergunta tão definitiva, tão forte...

Mas é difícil pular também... eu nunca vou saber qual é a hora certa, se eu vou voar ou se eu vou me machucar...

Ele não pergunta, eu não pulo... mas tem o lado bom, a gente vai ganhando tempo, a vida vai trabalhando... talvez ele nunca pergunte, talvez eu nunca pule desse prédio, talvez um dia a gente se sinta preparado, ou talvez a gente se prepare para encarar o que a gente não conhece e tope enfrentar esse desconhecido. Quem sabe a gente pule de mãos dadas sem niguém perguntar nada?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Faz parte da vida

"Se apaixonar é como pular de um prédio bem alto; seu cérebro lhe diz que isso não é uma boa ideia, mas seu coração lhe diz que você pode voar."
Eu não preciso de alguém perfeito pra mim... eu só preciso de alguém que fique até o fim e me faça querer ficar também... eu não achei ainda... por isso já ensaiei várias vezes e ainda não pulei... será que é difícil asssim?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tirando a cobertura de açúcar da história, pero no mucho...

"Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados." Neil Gaiman
Eu tenho um defeito muito grande: pensar demais na vida, sim na vida, num contexto amplo, passado, futuro, presente, comportamento, pessoas que fazem parte do meu mundo, da minha rotina ou não, coisas que eu quero, coisas que não quero... Uma das coisas que me faz pensar muito é o que as pessoas que eu amo pensam de mim e da nossa relação. E muitas vezes eu me pergunto como eu poderia ser uma melhor namorada, amiga melhor, filha, enfim... eu queria ser melhor. Mas como a opinião das pessoas é muito diversa é complicado ter uma referência. É claro que eu não tento ser exatamente como as pessoas gostariam, mas eu sempre pergunto se tem alguma coisa que eu poderia melhorar sem ferir o que eu acredito ser o correto e que faz parte de mim. Para ser melhor para algumas pessoas que eu amo eu já deixei de pertencer a vida delas, por sentir que eu não podia aceitar uma situação ou opinião sem me ferir, ou ferir a pessoa... eu peguei as minhas coisas e fui embora. A gente sabe o limite da gente. Insistir nem sempre te faz um vitorioso, só mais teimoso.


Algumas amigas me consideram uma pessoa independente. Olha que eu apoio... rs. Eu trabalho desde os 16 anos, tirei minha carteira com o próprio salário, eu pago minhas contas, ajudo nas contas de casa, compro as coisas que eu tenho vontade, divido algumas contas com o namorado (que não me deixa dividir tudo... amo), estou em outro país trabalhando (tenho 5 meses de formada). É... eu fiz muitas coisas não pagas também, mas isso não me tira o mérito de fazer, porque é sinal que eu aproveitei uma oportunidade, primeiro que nem todos tiveram, segundo que nem todos batalharam ou quiseram... fiz um curso técnico gratuito, consegui uma bolsa para fazer a faculdade. E eu acho que as minhas amigas têm razão, eu sou independente! Com 26 anos eu não tenho muita coisa (a vida podia ter sido mais fácil, eu podia ter formado antes, mas as oportunidades foram essas e eu agarrei todas que eu pude, com todos os “se”... ), mas posso decidir o que eu quero, o que eu gosto e o que eu do conta, sem ter a obrigação de consultar alguém ou deixar de fazer o que eu amo.

Algumas pessoas acham que eu sou meio bela adormecida, deslumbrada, pouco envolvida com o feminismo e questões políticas. Pode ser também. Eu odeio política mesmo, e ninguém nunca me ensinou a gostar, achar que ela é importante é outra coisa, respeito a história das mulheres que lutaram e ainda lutam por uma posição mais igualitária dos gêneros, mas eu detesto o radicalismo de alguns grupos e o boicote a quem conserva a ilusão ou o sonho (questão de interpretação) de ainda acreditar na família e numa vida compartilhada, que pra mim não quer dizer deixar de ter individualidade, nem se anular. Gosto de cozinhar coisas diferentes, mimar meu namorado, quero viver um grande amor com ou sem direito a bolo de casamento, fotos e filhos. Eu quero ter uma família, quero ter um trabalho sem ter que me matar por ele, eu quero aprender a viver de forma mais tranquila e saudável (dentro dos meus parâmetros pouco natureba). Eu não pretendo ser uma dona de casa, e nem vejo isso no meu futuro, mas se isso for inevitável eu seria. Sem traumas. E se eu for feliz indo contra tudo que o feminismo torto que essas mulheres pregam eu vou ser. E se não acontecer nada do que eu gostaria eu ainda quero ser feliz, torcendo pra não ficar rabugenta.

Essas senhoras da “geração sex and the city” agem como se mulheres dessa idade também não caíssem em contradição , nas mesmas armadilhas e nos mesmos sonhos que envolvem essas meninas de vinte e poucos, algumas tem tantos machismos e pudores descabidos que da vontade de gritar que esse negócio de emancipação feminina é balela, porque algumas mulheres simplesmente não evoluíram nadinha. É claro que tem coisa gritante, na vida real tem muita mocinha procurando o príncipe encantado, mas se ele não for tão príncipe tudo bem, porque ela também já não é tão mocinha e acha que não pode ficar escolhendo muito. E tem aquelas que levam os “direitos iguais” tão ao pé da letra que já são “quase homens”. Se você quiser casar e ter filhos, case. Se você concordar que o sistema familiar está falido no modelo de hoje, inove, more em casa separadas. Se você quer só amigos e fincantes, tudo bem. Se você achar qualquer estilo de vida, mesmo fora do padrão, que se encaixe no que você procura, seja feliz. E nem precisa adotar um só, você pode ser independente, ter sua profissão e querer ter uma família. Uma escolha pode dificultar a outra, mas não é exclusão. Muitas mulheres se casam iludidas com uma vida de conto de fadas. Mas muitas mulheres também se iludem com o glamour da independência. E todas pagam o preço da vida que levam.

A vida de ninguém é simples e nem perfeita. E não é fácil aceitar que os outros não achem o máximo a vida que você está levando. Ainda mais quando você olha aquela amiga dependente que não sai sem o namorado, que segue ordens, que não é livre financeira e psicologicamente. Triste? Pra mim é. Mas a gente também tem momentos que as amigas não passam e não invejam, fica longe da família, do namorado, segura muita barra sozinha. Mas mulher é mulher. A gente também é frágil, carente e cheia de dúvidas, também tem celulite, estrias, e algumas de nós querem casar. É tudo questão do que a gente acredita, de história de vida, de arriscar... Tente não se iludir, faça uma escolha consciente, se no final o seu saldo for positivo você está liberada pra sorrir, se não... você está livre para mudar de opinião. E que bom que é assim. Faça o que te realiza. Eu acho que a grande sacada da liberdade que a gente tem hoje é a opção de escolha e grande número de possibilidades. Cada um na sua. Pra defender a sua opinião você não precisa esculhambar o estilo de vida dos outros.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Tem tanto sentimento deve ter algum que sirva..." Arnaldo Antunes

Somos donos dos nossos atos? Quanto da vontade dos outros trava as nossas ações e sentimentos? E essas pessoas são importantes pra gente ou é simplesmente importante que a gente não as incomode por serem mais influentes? Tudo bem, a gente tem o livre arbítrio. Oba! Mas ele ta custando quanto mesmo? Talvez o sonho inteirinho e todas as malas que ele trouxe agregadas. Então pra me realizar daqui um tempo eu tenho que esquecer de mim agora, esquecer as minhas necessidades e vontades. Entrar numa conchinha e torcer pra não incomodar ninguém. Não pode ser tão difícil, a gente só tem que controlar o que come, o que veste, o que escuta, o que fala, aonde vai, aonde deixa de ir, com quem vai, com quem não foi... putz... e eu achando que eu tinha que preocupar com trabalho... com tudo que eu tinha que aprender por ser recém formada, com tudo que eu tinha que tomar cuidado por ser outro país, com o tanto que eu tinha que me empenhar por não ser da civil... eu vim tão preocupada com as coisas mais complexas, que nem aconteceram, que eu travei em coisas óbvias. Pessoas. Convivência. Todas essas coisas que a gente acha que já faz no dia a dia. Eu não me preparei para o século XVIII. Eu perdi alguma parte dessa história... Não dá para reinventar o passado. Não dá pra adivinhar o futuro. É no presente que a vida acontece, ou devia ACONTECER, porque aqui para ser uma boa menina ela só deve passar... assim... um dia de cada vez... um após o outro... Até inteirar 3 meses... faltam 6 dias... Não é tempo de tomar decisões. Acredito em sonhos e não em contos de fadas, mas não custa nada repensar se isso tudo vale a pena...

" A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira."
Provérbio Árabe

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sorria! Você está sendo controlado!

Sorria (Gabriel Pensador)

Não coma de boca aberta, /Não fale de boca cheia; /Não beba de barriga vazia /Não fale da vida alheia, /Não julgue sem ter certeza e Não apoie os cotovelos sobre a mesa /Não pare no acostamento, /Não passe pela direita, /Não passe embaixo de escada que dá azar /Não cuspa no chão da rua, /Não cuspa pro alto, /Não deixe de dar descarga depois de usar /Não use o nome de Deus em vão /Não use o nome de Deus em vão,irmão /Não use o nome de Deus em vão /Não use remédios sem orientação

SORRIA! Você tá sendo filmado

SORRIA! Você tá sendo observado

SORRIA! Você tá sendo controlado

'Cê tá sendo filmado! 'cê tá sendo filmado!

Não coma de boca aberta, não fale de boca cheia, /Não toque nos produtos se não for comprar /Não pise na grama, não faça xixi na cama; /Não ame quem não te ama [não ame quem não te ama! /
Não chame os elevadores em caso de incêndio /Não entre no elevador sem antes verificar /Se o mesmo encontra-se neste andar /Não chupe balas oferecidas por estranhos /Não recuse um convite sem dizer obrigado /Não diga palavras chulas na frente dos seus avós /Não fale com o motorista; apenas o necessário /Não se deixe levar pelos instintos carnais /Não desobedeça seus pais /Não dê esmola aos mendigos, /Não dê comida aos animais /Não dê comida aos animais, /Não dê esmola aos mendigos /Não coma de boca aberta, /Não fale de boca cheia, /Não dê na primeira noite, /Não coma a mulher do amigo.

Não use o nome de Deus em vão /Não use o nome de Deus em vão, irmão /Não use o nome de Deus em vão /Não use remédios sem orientação
Não se deixe levar!

Coma de boca aberta, coma de boca fechada /Coma nos elevadores /Em caso de incêndio coma nas escadas /Coma no chão da rua, coma na grama, coma na cama /Ame quem não te ama, /Não recuse balas oferecidas por estranhos /Não dê esmola aos mendigos sem dizer obrigado /Não chupe os animais, /Não desobedeça aos seus instintos carnais /Não dê na primeira noite na frente dos seus avós /Não use o nome de Deus se não for comprar /Não coma a mulher do amigo sem antes verificar Se o mesmo encontra-se neste andar.

Pois é... pra quem não entendeu o motivo da música, por sinal muito bacana, é por que eu me sinto assim aqui... totalmente vigiada e controlada. Tem a ver com você estar morando em um outro país, ficando a maioria dos dia em um canteiro de obras,  tendo folga só dois domingos no mês, dormindo, acordando, comendo e encontrando com as mesmas pessoas todos os dias, ouvindo o mesmo papo... além é claro das regras que não existem oficialmente mas todo mundo faz questão de deixar implícito. Tipo casa de mulher não entra homem... a roupa que a gente pode usar... com quem a gente pode conversar... é assim... ser minoria em uma obra é osso... imagina na África... mas o mais triste é que quem mais discrimina, analisa e julga todos os seus passos (além de fofocar são as outras mulheres) acho que é por isso que eu aprendi a amar engenharia... com algumas exceções as mulheres são mais práticas e menos frescas (não menos feminas, não entendam mal). Aqui é uma espécie de BIG BROTHER sem o milhão no final... é um misto de solidão e saudade com total falta de privacidade. Alguém ai já passou coisa igual?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

“Na bundinha não vai nada não?"

Uma coisa é certa. Sua vida está acontecendo, esteja você participando ativamente disso ou não. Tenho pensado muito nos sentimentos, na forma com que nos expressamos e no tal do equilíbrio que é tão bonito da gente idealizar... pois é, o caso é que as emoções são as reações a acontecimentos que surgem subitamente e tem uma duração breve, são facilmente identificáveis. Os sentimentos distinguem das emoções por se prolongarem no tempo e tem caráter privado, não se sabe o que o outro sente... mas é claro que a gente adora dizer que imagina. Mas a verdade é que seja por causa das emoções ou dos sentimentos, emitimos sinais e uma gama vasta de expressões faciais. Teoricamente isso serviria para melhorar nossa comunicação, mas para mim essa é uma brincadeira complicada e perigosa. Primeiro porque se você é transparente como eu a pessoa vai saber até o que você está pensando simplesmente pela sua cara, e acredite na maioria das vezes as pessoas não querem a sua opinião, elas preferem que você faça uma cara de cortina e concorde com elas, assim... pura e simplesmente. Segundo, uma grande maioria de pessoas é individualista e se concentra nos próprios objetivos, mas vive na hipocrisia, sem querer expressar isso e talvez até acredite que pensa nos outros para não ser recriminada. Que feio! Terceiro, eu sou visceral e vivo inteiramente o momento, mas aprendi que tudo que eu faço e acredito tem um propósito a longo prazo, portanto eu não sinto nem um pingo de culpa por lutar pelas coisas que eu acho justas pra mim. Acredito que agindo assim estou abrindo portas para outras pessoas que ainda virão. Mas o ser humano é assim, ninguém gosta de briga e nem de bater de frente, ninguém apóia quem põe a cara pra bater, mas todo mundo acha um absurdo o outro desfrutar sozinho quando consegue... é assim... no final todo mundo quer uma beiradinha. Como diz um amigo meu: “Na bundinha não vai nada não?

domingo, 19 de setembro de 2010

Isto é África

Eu fechei os olhos, mas a cena não sumiu,
Era antes apenas mais viva.
Agora eu recontava as palavras
Analisava todas as respostas
Pra continuar com a conclusão que eu queria
Eu estava certa
Precisava disso, ter a certeza que não errei
Que eu me exaltei no tom de voz
Exagerei em verdades
E que nada disso me incomoda
Com tanto que eu não fosse injusta
Mas talvez tenha sido
E como mensurar isso?
Como julgar não ser injusta utilizando a minha medida para a ação dos outros?
Como não me injustiçar e tudo aquilo que eu acredito pesando as minhas emoções na balança dos outros?
Bom senso... há ta... isso é pra quando a medida do outro favorece nosso ponto de vista... ou pra quando a gente ta vendo de fora e acha que ninguém saiu ganhando... ou quando os dois ganharam... mas e quando os dois saem perdendo? É justiça também? Acho q ninguém que perdeu acha que foi justo. Mesmo sendo as duas partes. Eu ainda to aqui me avaliando...